Ensino Superior: ISCTE avança com mestrado internacional em estudos indianos que diz ser único no mundo

Publicado 3 03UTC Junho 03UTC 2011 por Joaquim Ribeiro
Categorias: Culturas, Ensino, Eventos, Globalização, Multiculturalismo

O ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa anunciou o lançamento de um mestrado internacional em estudos indianos como “o primeiro do mundo” nesta área a realizar em Portugal e na Índia ou nos Estados Unidos da América.

Trata-se de uma parceria com o Indian Institute of Technology e a Brown University, que inclui um ano de estudos numa destas instituições. O plano curricular abrange formação teórico-prática em economia, ecologia, história e cultura indianas.

Fonte do ISCTE disse à agência Lusa que para assinar o protocolo de colaboração está hoje em Lisboa o diretor do instituto indiano, Sudhir Jain, “um dos maiores especialistas em engenharia sísmica do mundo”.

O programa tem como objetivo dotar os estudantes de uma perspetiva multifacetada da Índia contemporânea, garantindo as ferramentas necessárias para “entenderem e investigarem a complexidade” do país.

A primeira edição realiza-se em 2011-2013, sendo a formação ministrada por especialistas europeus, norte-americanos e indianos. O primeiro ano de estudos realiza-se em Lisboa, podendo os alunos optar por fazer o segundo na Índia ou nos EUA. O curso destina-se a licenciados com domínio de inglês que pretendam ingressar numa carreira internacional de investigadores em assuntos indianos nas áreas de economia, sociologia, antropologia, ciência política, comunicação social e cinema, bem como a quadros de empresas e instituições vocacionadas para o mercado indiano.

O ISCTE considera que vem, desta forma, preencher uma lacuna até agora existente no panorama universitário. “A circulação de professores e alunos entre as três universidades, com oferta de estágios e trabalho de campo na Índia, expõe os estudantes não só a uma experiência académica de grande valor, mas também a experiências de vida diversificadas”, segundo a coordenadora do mestrado, Rosa Perez.

FONTE: Lusa, através da SIC Notícias

Antropologia: Estudo do património imaterial conquista adeptos e perpetua “sabedoria popular”

Publicado 14 14UTC Maio 14UTC 2011 por Joaquim Ribeiro
Categorias: Antropologia dos Sentidos, Antropologia Visual, Eventos, Imagem e Comunicação

O estudo e investigação do património imaterial está a ganhar adeptos em Portugal e noutros países do sul da Europa, conduzindo a “uma maior valorização e redescoberta” da chamada sabedoria popular.

Segundo o diretor do Museu Terra de Miranda, o antropólogo Jean-Yves Durand, o estudo das questões ligadas ao património imaterial estão cada vez mais na moda, após a temática ter sido reconhecida pela UNESCO em 2003.

“O património imaterial de um povo não faz parte apenas do seu passado, já que o mesmo se adapta as novas exigências da sociedade”, disse o antropólogo à agência Lusa.

Segundo Jean-Yves Durand, “as tradições têm tendência a evoluir ou a desaparecer, uma situação que leva ao seu registo e aguça a curiosidade de quem as preserva”.

Esta é uma das questões que, desde sexta-feira, ocupa os participantes nos VI Encontros de Primavera de Miranda do Douro, subordinados ao tema “Antropologia, Cinema e Sentidos”, iniciativa que junta até domingo especialistas em antropologia e museus da península ibérica.

O diretor do Museu Terra de Miranda alerta, no entanto, que não se pode “obrigar” uma comunidade a organizar uma tradição local se a população não a acha útil ou significante, só porque vem do passado, mas frisa que “este tipo de cultura é essencial para a identificação das comunidades e pode trazer um valor económico”.

Já António Roma, magistrado espanhol ligado a questões culturais, concordando com a preocupação da UNESCO no sentido de levar os Estados a cuidarem do seu património imaterial, considerou que, em Portugal, as leis para a preservação deste património “estão bem concebidas”.

Essas leis levarão “à obtenção de bons resultados no futuro, no que diz respeito à preservação das tradições do presente e do passado”, observou António Roma.

Por sua vez, para Humberto Martins, investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), “o património imaterial é uma matéria a estudar, mas com os devidos cuidados”.

“Caso contrário, pode-se cair na tentação de nos reinventarmos constantemente como seres singulares, quando no passado partilhámos muitos traços com outras comunidades humanas”, acrescentou.

Os VI Encontros de Primavera de Miranda do Douro, que decorrem no auditório do pavilhão multiusos da cidade e no Museu Terra de Miranda, terminam domingo com um passeio com almoço campestre pelo planalto mirandês.

FONTE: Lusa

Exposição reúne 462 moedas históricas

Publicado 14 14UTC Maio 14UTC 2011 por Joaquim Ribeiro
Categorias: Eventos, Museus

Com curadoria de Claudio Marcos Angelini, a exposição “A História Política do Dinheiro”, abrigada no espaço cultural da BM&F-Bovespa, no centro histórico de São Paulo, apresenta 462 itens da preciosa coleção particular “Spinola – Nomus Brasiliana”.

Mesclando antropologia, arqueologia e economia, a mostra histórica conta a trajetória do dinheiro desde a Antiguidade grega por meio de totens interativos com iPads, painéis ilustrativos e muitas moedas.Há exemplares raros de stateres, shekels, dracmas, denários, libras, táleres e reales, além de cédulas que marcaram época. Um dos destaques é a moeda de ouro ilustrada pela deusa Atena (foto).A exposição fica em cartaz até o dia 26 de agosto. A entrada é gratuita.Espaço Cultural BM - pça. Antônio Prado, 48, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2565-4000. Seg. a sex.: 10h às 17h. Até 26/8. Livre. Grátis.
FONTE: Agência de Notícias Jornal de Floripa
 

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